****tugal, não sendo uma boa referencia em termos de o que é a verdadeira
lingua ****tuguesa, não vejo ****quê o Brasil continua a querer seguir esse
padrão pois as regras instituidas em ****tugal são regras impostas ****
lunáticos espanhois e franceses da época napoleónica que nada sabiam da
lingua ****tuguesa, para adaptar melhor a ecónomia de ****tugal à da
Espanha.
Ora, a Espanha não manda no Brasil, então isso é pura falta de sentido. O
****tuguês do Brasil devia continuar se desenvolvendo segundo as suas
próprias regras e se adaptar melhor ao povo pois uma lingua é feita para
comunicar e não para restringir.
<dawnjessy@[EMAIL PROTECTED]
> wrote in message
news:1110918806.473196.127200@[EMAIL PROTECTED]
equilibrar ou acentuar o preconceito lingüístico
A Universidade é uma herança do mundo greco-romano, foi criada para
formar os filhos da burguesia, uma elite altamente aristocrática. No
Brasil a Universidade tinha o único intuito de copiar o que era
produzido nas universidades européias.
Enquanto instituição a Universidade tinha e tem, a função de
qualificar os mais aptos profissionais, diferenciar o saber científico
do pré-científico, a cultura erudita da popular.
Hoje, as universidades ainda privilegiam as elites intelectuais que,
**** arrogância, pedantismo e pretensão desfazem-se daqueles que não
têm condições lingüísticas favoráveis. Os acadêmicos
universitários atuais mantêm a essência dos burgueses e
aristocratas, isto é, não utilizam do devido respeito para com o meio
não acadêmico (pessoas com pouca escolaridade), já que zombam da
linguagem, mais precisamente falada, dessa classe. Isso tudo acontece
****que o ensino repassado aos universitários, durante os anos em que
passaram na escola brasileira, é totalmente voltado para a aplicação
das regras prescritas na gramática normativa (a velha gramática de
regras).
A gramática normativa aplicada ao ensino escolar brasileiro é baseada
nas regras do ****tuguês de ****tugal e não leva em conta o uso do
nosso ****tuguês. A diversidade da língua falada aqui não é
respeitada, e mais, é rejeitada **** aqueles que estudam anos a
gramática prescritiva/normativa. Para esses, o falar das pessoas com
menos instrução é considerado errado e não apenas inadequado
comparado às regras gramaticais.
Os acadêmicos universitários recém ingressados na Universidade
chegam com a idéia de que o ****tuguês correto é aquele aprendido na
escola, sendo assim, começam a criticar de forma preconceituosa a
maneira de falar dos outros, estabelece-se então uma relação de
poder e competência lingüística. Segundo o escritor e lingüista,
Marcos Bagno, o ensino da língua no Brasil sempre baseou-se na norma
gramatical de ****tugal, as normas que aprende-se na escola não
correspondem, em grande parte, à língua que falamos e escrevemos no
nosso país.
Baseando-se no histórico escolar do universitário, acredita-se que os
alunos da Uneb têm-se como bons usuários da língua assim que
ingressam na Universidade, visto que, passaram **** uma complexa e
difícil seleção, o vestibular. Ainda sem conhecimento de causa eles
passam a crer que sua forma de falar é a correta, então põem-se a
cobrar das pessoas, que aqui vamos considerar como os não acadêmicos,
o falar correto ao passo que isso também lhes é cobrado pela
sociedade.
Tudo em questão demonstra o quanto os acadêmicos universitários
encontram-se contaminados de um abissal preconceito lingüístico que
precisa ser reconhecido, esclarecido e sanado, **** isso é extremamente
necessário que os dois meios (acadêmico universitário e não
acadêmico) conscientizem-se de que a língua falada **** eles é a
mesma apenas com algumas variações, nenhuma delas é a mais errada ou
a mais certa, ambas devem ser respeitadas. Para estabelecer uma
relação de respeito mútuo torna-se preciso compreender que
"diferença não é deficiência nem inferioridade" (Marcos Bagno,
no livro Preconceito Lingüístico: o que é, como se faz, 1999).


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